segunda-feira, 13 de abril de 2009

Último filme visionado: Chungking Express

CHUNGKING EXPRESS (1994) de Wong Kar-Wai

Chungking Express é poesia em estado fílmico. Um fabuloso exercício estético que não subverte o que tem para dizer. Drama, mistério e romance pleno de ironia, amargura e esperança. A sua mensagem, feita das várias personagens que nos vão aparecendo, é pura e comovente, acima de tudo inspiradora: os revezes na vida de cada um acabam sempre por acontecer, mas nunca para sempre... Com o quotidiano de dois bairros distintos de Hong Kong como pano de fundo, este é um filme visionário sobre pessoas para pessoas, cheio de preciosismos coloridos, um sentido estético perfeito e uma tremenda flexibilidade estilística. Dirigido ao eterno romântico que anseia por aquela voz que fala a sua linguagem ou aquele que tem uma boa razão para celebrar e pretende um bom cenário para a sua felicidade. Chungking Express não é um filme, mas sim um grande filme. Com esta obra Wong Kar-Wai imortalizou-se… Um filme de culto elevado aos altares do cinema dos anos de 1990.
(8,5/10)

25 comentários:

Pedro disse...

Tenho de ver o filme.
Deste realizador penso que só vi (tenho em dvd) "In the mood for love".
Fenomenal!

João disse...

Gostei do texto, o filme é brilhante de um dos maiores realizadores dos dias de hoje.

Anónimo disse...

Também o vi recentemente e gostei muitíssimo. Deste realizador apenas tinha visto "My Blueberry Nights", num estilo bem diferente, mas igualmente muito interessante. Uma fabulosa descoberta, apesar de tardia. Para continuar a descobrir, certamente...

CAMP

Victor Afonso disse...

Para mim é o melhor filme de Kar-Wai.

Álvaro Martins disse...

Este filme foi um dos meus primeiros contactos com o cinema chinês depois do Viver do Zhang Yimou.
Tal como o Victor também acho que é o melhor filme do Wong Kar-Wai.

Abraços

Gema disse...

Adorei este filme... já o vi várias vezes e não me farto.
Gosot, principalmente, da segunda história (da Faye e do policia), quando ele fala com a toalha molhada a dizer que está chorar, etc. e quando ela começa a ir á casa dele, ele próprio vê que algo está mudado. Esta história de amor é a mais bonita.
Também tenho In the Mood for Love, mas não gostei tanto quanto este.
Bjks

Portal Cinema disse...

Aproxima-se o grande Fim-de-Semana Especial do Portal Cinema dedicado à Animação Clássica da Disney (18/19). Gostaríamos que os nossos leitores fizessem parte deste grande ciclo cinematográfico dedicado aos filmes que imortalizaram a infância de várias gerações e que ainda hoje continuam a alimentar sonhos de inúmeras crianças. Desta forma, o Portal Cinema lança um desafio a todos os nossos leitores amantes de cinema e apreciadores dos clássicos da Disney para nos enviarem até Sexta-Feira, uma critica ou texto opinativo, sobre os maiores clássicos da Animação da Disney. O vosso texto será postado e assinado com o vosso nome e posteriormente será arquivado na nossa extensa biblioteca que é visionada por milhares de pessoas mensalmente. Não perca esta oportunidade de se expressar sobre os filmes que marcaram a nossa infância e que conquistaram um merecido lugar na história da 7ª arte. Enviem os vossos textos até Sexta-Feira (17 de Abril) às 23.00 horas. Todos os textos próprios, serão postados.

Email - portalcinema@hotmail.com

Ivo disse...

Adoro este filme! O estilo de Wong Kar-Wai é inconfundivel. Também gosto bastante do In Mood For Love e do 2046.

Airton disse...

opa
nao conheço esse

http://publicandobr.blogspot.com/2009/04/comeca-hoje-o-ranking-top-movies.html

acompanhe os 20 melhores filmes no meu blog...ateh segunda termino a lista

quinta eu boto mais 5 sabado mais 5 e assim vai hehehe

Filipe Machado disse...

Para alem do My Blueberry Nights, tambem nao conheço mais nenhum do realizador. Mas pelos vossos comentarios a sua filmografia e obrigatoria!

Peço desculpa pela falta de acentos mas tenho um problema no teclado...

Alex Gonçalves disse...

Esse filme do Wong Kar-Wai foi relançado em um cinema em Sampa há alguns anos, mas me recordo de não ter lido bons elogios. Eu só vi um filme do diretor e dá para notar que as obras dele possuem um grande trunfo estético. Futuramente devo assistir com toda a certeza.

Gustavo H.R. disse...

Parece uma boa obra para se iniciar no cinema de Kar-Wai.

ritha, a fine young girl who keeps spinning around disse...

Eu tenho um trauma com realizadores chineses!

[Em relação ao livro Cheri, merci pour l'aide, monsieur!]

Anónimo disse...

Tambem tenho um blog sobre cinema, embora um pouco mais específico pois trata apenas cinema gay. No entanto, estando Portugal no ranking dos 5 primeiros a nivel mundial em cinema gay, aproveito para divulgar aqui a minha selecção, concerteza que alguns serão do vosso agrado.
www.filmes-gay.blogspot.com

Kamila disse...

Não conheço muitas obras do Wong Kar-Wai, mas seu texto foi suficiente para me deixar com MUITA vontade de conferir este filme.

Rafael Carvalho disse...

Filipe, se não me engano esse filme aqui no Brasil se chama Amores Expressos. Nunca vi, embora goste bastante do estilo e dos filmes do Kar-Wai. Recomendo não só o In the Mood for Love, como também 2046. Grande diretor!

Anónimo disse...

ESTADO FÍLMICO?!
Há coisas que nem a fantástica capacidade criadora do cinema consegue conceber: Os Estados da Poesia!!!
A partir de agora passará a constar dos manuais de Literatura ( e Ciências da Natureza!?) que a poesia pode encontrar-se, na natureza ou na Internet, em estado líquido; estado gasoso; estado sólido e estado fílmico. O estado líquido surge quando a poesia é transformada em diarreia mental. O estado gasoso, da poesia, é o resultado subsequente do anterior, pois o gás espalha-se e defeca todo o ambiente. O estado sólido é a fixação, quase inexpugnável, dos odores emanados pelo estado precedente. O estado fílmico é o primeiro de todos os estados, uma vez que é desta condição quase pura, que surgem todos os outro estados da mais nobre forma de escrita.
Seria interessante fazer, de vez em quando, umas profundas incursões ao lógico e prevenir determinados estados ridículos.

Filipe Machado disse...

Porque será que as grandes mentes intelectuais do nosso tempo optam sempre pelo anonimato? Será por utilizar intensamente o lado direito do cérebro ou será devido ao seu ESTADO COBARDIA?

Já agora, concordo inteiramente consigo. Trata-se realmente de uma expressão ridícula. Mas todos nós somos ridículos várias vezes na vida :) Deixo aqui o convite para continuar a acompanhar este blogue e certamente terá outras oportunidades para apontar novos estados ridículos, se isso o fizer feliz...

Quanto à sua profunda explicação, devo dizer que adoro a maneira como escreve, os meus parabéns!

Anónimo disse...

Registo, com uma espécie de gratidão, o convite formulado para acompanhar este blogue, muito embora me pareça um aceno a uma pseudo humildade. A sinceridade é sempre o melhor caminho, embora nem sempre o mais fácil, mas trilhar caminhos difíceis e vencer obstáculos é mais para os corajosos, anónimos ou não.
Não gostaria que a constatação da minha presença, neste e outros blogues “fílmicos”, fosse marcada pela procura incessante de estados ridículos, até porque não faço disso objecto de felicidade e quem quiser continuar a fazer “determinadas figuras” tem todo o direito de o fazer, vivemos numa quase democracia. Um blogue “fílmico” pode bem cumprir o objectivo de ser um instrumento de comicidade simples, rir é um bom remédio para aliviar a pressão de pares, sobretudo quando não somos capazes de lidar com ela, por exemplo.
Todavia, há situações que se tornam quase impossíveis de tolerar e que, nem que seja por uma questão do mais puro altruísmo (“inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo, filantropia”.), temos de intervir. Não se trata, pois, de uma atitude de COBARDIA, mas da opção pessoal de não querer imiscuir o nome, que é o que nos identifica como pessoas, logo um bem precioso a proteger, em determinadas situações que em nada favorecem a aspiração “ a grande mente intelectual”. Não é o facto de assinarmos por baixo o que quer que seja, mesmo sem recurso a pseudónimos, como é o caso do bloguer, que nos imuniza do sarcasmo e do cinismo.
É bem verdade que todos nós somos ridículos de vez em quando e que cometemos erros ao longo de toda a nossa vida. Contrariar esta verdade de la Palice é, por si só, confirmar a proposição anterior. Errar nada tem a ver com coeficientes de inteligência ou predominância de hemisférios cerebrais. Querer e gostar de persistir no erro é que nos deve inquietar seriamente…
Não por falta de criatividade, mas para que quem chega, porque se trata de um espaço aberto (ou será pseudo aberto, onde só se encara bem os comentários elogiosos –ai! a auto-estima), possa seguir “este filme”, vou voltar a utilizar o termo estado ridículo para caracterizar a infeliz e desesperada afirmação: “as grandes mentes intelectuais do nosso tempo optam sempre pelo anonimato”.
A última lista para os prémios Nobel, de acordo com este “axioma”, é uma página em branco, recheada de anónimos.
É sempre pouco prudente fazer este tipo de afirmações generalizadas, absolutistas, desprovidas de rigor e demasiadamente próximas do senso comum (de acordo com a Sociologia não é propriamente a fonte mais fidedigna para o rigor científico – aprendi eu no primeiro ano do curso, mas até posso ter aprendido mal). Todavia, se podemos relevar, por uma questão de compreensão humanitária, a falta de aprendizagens ou a imprudência do desespero, não podemos conceber, sequer, que se possa ter a veleidade e a prepotência de relacionar as grandes mentes intelectuais do nosso tempo (das quais, inquestionavelmente, não faço parte ) a COBARDIA: Existem intelectuais, do nosso tempo, que deram ou estão dispostos a dar a própria vida pelas suas ideias, valores, e bem comum. Se não se consegue ter capacidade de lhe seguir o exemplo, pelo menos tenhamos a virilidade de não os ofender ou envolver em argumentos de baixo nível intelectual.
“As grandes mentes discutem ideias, não discutem pessoas”, não necessitam de recorrer a adjectivos fáceis e ofensivos (COBARDE) para argumentar as suas posições. Segundo as teorias do desenvolvimento humano este tipo de argumento faz todo o sentido numa determinada fase do crescimento humano que não se coaduna com a fase adulta.
Para terminar e porque não quero monopolizar este espaço, nem correr o risco de desvirtua-lo, gostaria apenas de referir que de acordo com estudos mais recentes o hemisfério direito do cérebro há muito que deixou de ter a conotação que tinha e que a predominância do hemisfério esquerdo está cada vez mais relacionada com características pessoais como: calculismo, frieza, falta de humanidade, despotismo, etc. (Existem alguns sites na internet, para quem não dispõe de bibliografia actualizada sobre o tema, que disponibilizam esta informação. Bastará para isso fazer uma incursão, sem necessariamente ser muito profunda).
Quanto à escrita, é mesmo uma questão de uma boa preparação para o exame da 4ª Classe. Obrigado Professora Paula Pinto.
E se isso o faz feliz aqui vai: Edmundo Antunes Figueiredo de Pereira e Castro Silva Penedo

Filipe Machado disse...

Estou sempre a aprender :)

looT disse...

Completamente de acordo Kar-Wai é um realizador extraordinário dotado de uma enorme sensibilidade.

Abraço

Renata Correia Botelho disse...

Uau!

Há gente que gosta mesmo de se ouvir! Há muito que não assistia a tão eloquente exercício de narcisismo. Pelo menos nestas lides "bloguísticas"... Ilustre anónimo! Com tão prolixo discurso, bem podia saltar do seu humilde anonimato para as estrelas da ribalta!

A propósito: não estará o seu nome entre os (anónimos) candidatos ao Nobel? Bem merecia. E eu faria tudo para o ver descer, qual estrela estonteante de identidade secreta, a bela escadaria do Salão Dourado da Câmara de Estocolmo!

Anónimo disse...

Cara Senhora Dr.ª Renata Botelho.
Permita que a trate com a devida deferência, uma vez que, pela sua intervenção , deduzo seja advogada de defesa.
Relativamente ao narcisismo, instalou-se uma dúvida, de forma alguma existencial, mas que me tem ocupado os poucos momentos de lazer de que disponho.
A minha dúvida assenta, por conseguinte, nas seguintes questões:
1ª O Narciso a que se refere é aquele Narciso do dito popular, “ És como o Narciso, quando chega já não preciso”?
ou
2ª O Narciso a que se refere é aquele, que vendo o seu reflexo nas águas límpidas da Lagoa de Eco, se apaixonou por si próprio?
Se é o primeiro que está em causa, devo dizer que o seu comentário é confirmação daquele dito popular, completamente desnecessário e até talvez um pouco desadequado, uma vez que me parece uma defesa demasiadamente zelosa, para quem não é o visado directo do meu comentário !!!
Se é o segundo, parece-me que há aqui uma enorme contradição. Para “quem gosta de se ouvir” ou para quem procura águas límpidas para se regozijar com o seu reflexo, não é certamente neste espaço que cumpre o seu objetivo, pois, aqui, as águas são demasiadamente turvas e agitadas.
De qualquer forma , se estivermos a falar de Narciso dos Jardins de Eco, fica a seguinte questão: Entre a minha e sua deliciosa intervenção existirá alguma diferença?
Continuo a não perceber a inquietação desmesurada do anonimato, uma vez que existem outros anónimos a participar no blogue, sem que isto tenha levantado tanta celeuma. Reitero a única justificação plausível que consigo encontrar : aos anónimos só são permitidos comentários elogiosos (Narcisismo?)
Para finalizar e para que sossegue o espírito, a ideia megalómana de me ver descer a escadaria da Câmara de Estocolmo, nunca passará os limites da sua fantasia. Sou apologista do princípio de Peter, que reza mais ou menos assim: os homens só devem subir até ao grau onde começa a sua incompetência. Saber reconhecer as nossas limitações e também as nossas capacidades nada têm de patológico. É com imenso pesar que vejo que o 25 de Abril, que ainda agora se comemorou, ainda continua a levar decepadas e a liberdade de expressão e pensamento continua a ser contra-argumenta com pseudo-diagnósticos e juízos de valor , atingindo pessoas e recusando o debate de ideias.

Susana Pinto disse...

CARO ANÓNIMO,
mas afinal, qual o seu comentário ao filme Chungking Express?! Já o visionou? Se ainda não, ficou com vontade de fazê-lo? Já teve opotunidade de ver outros filmes do mesmo realizador? Se sim, qual a sua opinião, tendo em conta os seus conhecimentos cinematográficos? Pode utilizar o senso comum, penso que ninguém lhe leva a mal, deixe o rigor científico para a Sociologia. É porque através dos seus comentários, fica-se com a impressão que pretende apenas criticar a forma como o texto está escrito e não propriamente trocar ideias acerca do filme.... Este é um blog de cinema e não de língua portuguesa...

Anónimo disse...

Cara Susana Pinto,
Resposta:
Sim;
Não (por imposição da primeira);
Sim;
Gostei, embora não seja propriamente o meu género preferido.
A Sociologia não é a única ciência que exige rigor científico. A "crítica" "fílmica" também tem um mínimo de exigência.
P.S: " ninguém LHE leva a mal" - ninguém O leva a mal.